De 13 a 19 de setembro foi realizado o Campeonato Mundial de Shotgun na Itália e o atirador do Clube Piratininga, Sergio Biscuola, esteve lá representando o clube e a seleção brasileira de tiro, filiada a Confederação Brasileira de Tiro Prático (CBTP). A delegação brasileira formada por 23 atletas terminou a competição entre os 12 primeiros colocados de um total de 18 equipes participantes.

“Este foi o melhor resultado do Brasil em um campeonato mundial de shotgun até o momento”, informa Sergio Biscuola, que ficou na 47ª colocação na categoria individual shotgun standart. “Meu objetivo era ficar entre os 50 primeiros colocados e no final o resultado foi melhor do que eu esperava”, diz.

Segundo Biscuola, a evolução do primeiro mundial realizado na Hungria em 2012 para o de 2015 na Itália foi imensa. O atirador de 38 anos, que coleciona os principais títulos brasileiros e paulista em sua categoria, diz que as pistas estavam com um nível técnico muito alto o que exigiu muito preparo e experiência dos atiradores.

Biscuola terminou as 30 pistas e efetuou os 440 disparos em 11,42 minutos no total. “O nível estava tão alto que fui um dos atiradores da minha categoria que mais pontuou, porém por diferença de segundos no tempo total, acabei abaixo dos outros competidores. Tive apenas um erro de procedimento, dois alvos sem acertar e derrubei apenas três no-shoot (em uma competição em que estavam muito próximos dos alvos)”, explica.

O próximo Mundial de Shotgun será em 2018 e a briga pelo país sede está entre EUA, França e Tailândia. Biscuola já começou a preparação para o seu terceiro mundial, porém seu próximo objetivo internacional importante será o Pan-Americano em 2016 nos EUA, a data ainda não está definida. Em 2013, Biscuola conquistou a medalha de bronze por equipe.

Outra dificuldade encontrada por Sergio Biscuola foi o custo alto para disputar uma competição internacional deste nível. Sem patrocínios, apenas com o apoio de alguns empresários de Jundiaí, Biscuola teve que investir em si mesmo para conseguir representar o país no Mundial. A CBTP irá reembolsar apenas os custos da inscrição.

BRASIL É BRONZE

A maior surpresa da equipe brasileira foi com o atirador de Bombinhas-SC, Luiz Henriques Backes, que conquistou a terceira colocação na categoria shotgun manual standart. Na festa de premiação, Backes, foi carregado no ombro pelos companheiros.

SOBRE O MUNDIAL

O II Mundial de Shotgun, organizado sob a supervisão da IPSC (International Practical Shooting Confederation) contou com mais de 700 inscritos divididos em quatro divisões de armas longas. Foram 30 pistas com 440 disparos, à prova o limite do atleta, equipamento e munições. Mais informações no site oficial do Campeonato. CLIQUE AQUI